terça-feira, 23 de outubro de 2012

II Formação Docente

Dia 28/09 | SEXTA-FEIRA
2º FORMAÇÃO DOCENTE
TERRITORIALIDADE NEGRA E EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS:
PEDAGOGIAS, CONCEITOS, MITOS E PRÁTICAS A PARTIR DO BARRO DURO
(LAGOA DOS PATOS/PELOTAS)
Palestrante
PROFª. DRª. GEORGINA HELENA LIMA NUNES (FAE / UFPEL)

PROGRAMAÇÃO:
8:30 - Credenciamento e café de acolhida
9:00 às 9:30 - Saída pedagógica para o Barro Duro
12:00 às 13:15 - Almoço
13:15 às 16:00 - Reflexões teórico-pedagógicas acerca da saída
16:00 às 16:15 - Encaminhamentos
16:15 às 16:45 - Lanche


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Local: E.E. Dr. Franklin Olivé Leite - R. Ernani Osmar Blaas, s/n - Pelotas RS
Informações pelo telefone: 53. 3273.7990


BARRO DURO(Balneário dos Prazeres )



"Contam que os pescadores encontraram
o corpo de Donga às margens da
praia, e que, ao tocá-lo, transformou-se
em BARRO DURO, escuro e brilhante,
espalhando-se pela orla. Gritaram
assustados: BARRO DURO,
TERRA DE NEGRO."





"Donga pescou todos os mil réis da
cacimba. Nioro viajou, pegou carreta,
navegou navio, foi longe..."
 



"O menino desfrutava de toda
aquela energia cósmica do verde das
plantas, das águas da Lagoa dos Patos,
da brisa suave, da areia gostosa de
pisar."



 Através da Lenda do Nioro, buscamos uma pedagogia que alcance a autonômia do ser, na luta por uma escola anti-racista.


"Nas Terras do Laranjal, na fazenda de
Nossa Senhora dos Prazeres, quando
Sinhá Dona morreu, deixou testamento.
Donga, escrava da fazenda ficaria
alforriada. Entre outras heranças de
muito valor, Sinhá Dona deixava trezentos
mil réis para repartirem com
três mulheres brancas e pobres a fim
de se vestirem decentemente para freqüentar
as missas."


"O padre, sabendo que os negros
eram mais de Batuque do que da Igreja..."













"Cuidem bem das aroeiras, elas guardam
as lágrimas de Nioro. Todos os
negros devem saúda-las com bom-dia,
se for noite; e com boa-noite, se estiver
dia. É uma brincadeira dos Exus,
fazendo com que recordem de Nioro
que Ifá fez parecer o que não era."





 
 

"A maldição de Nioro é uma alergia que
dá em qualquer negro que fica chorando
sob as aroeiras da vida, em vez de
ir à luta, acreditando nas possibilidades
de inverter posições sociais, conservando
a negritude "


Logo após na escola, se densenvolveu  reflexões teórico-pedagógicas acerca da saída, através do texto uma série de elementos podem ser articulados, com o trabalho manual, onde a confecção das saias, onde a vida se articula com as mãos, que hoje vivem atadas as classes escolares:










quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Lançamento Oficial do Programa: "Formação Docente e Políticas Educacionais para Quilombos: Continuidades e Perspectivas"

Ocorreu nos dias 30 e 31 de Agosto de 2012 o lançamento oficial do Programa: "Formação Docente e Políticas Educacionais para Quilombos: Continuidades e Perspectivas". O evento se constitui com o I Fórum de Debates e a I Formação Docente que contou com a presença de vários representantes das comunidades quilombolas dos municípios de Canguçu, Pelotas, Piratini e São Lourenço do Sul, bem como professoras da rede destes município, além de representantes da Universidade e de movimentos sociais.




     Entre as temáticas abordadas tivemos:

HISTÓRIA, CONJUNTURA E PERSPECTIVA DA LUTA QUILOMBOLA NO BRASIL, debatido por :
DENILDO RODRIGUES/CONAQ + ANTÔNIO LEONEL (C.Q. VÓ EUVIRA) + UBIRAJARA TOLEDO (IACOREQ)







EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA E TERRITÓRIO: A EXPERIÊNCIA DE
CONCEIÇÃO DAS CRIOULAS (PE)
GIVÂNIA SILVA (INCRA)



Nesse momento também foi possível ouvir o depoimento de alguns quilombolas sobre a educação, como Sr. Olívio da Favila/Canguçu e Sr. Roberto do Cerro das Velhas/Canguçu.



Se fez presente nesse dia no evento, o professor João Nelci Brandalise, como representante da Pró- Reitoria de Extensão e Cultura e nosso incansável apoiador.



     Como em todos os eventos, sempre procuramos receber bem a todos os participantes, compreendemos que as pessoas precisam se deslocar de suas casas, muitas em outro município, e aguardamos a todos com um café de acolhida, onde se torna possível o saudoso abraço entre os conhecidos ou um olá entre aqueles que estamos vendo pela primeira vez.
Outro espaço de acolhida que procuramos proporcionar é o almoço, momento importante para que as pessoas possam dialogar e trocar idéias sobre o que os inquieta.A escola desenvolve inúmeros projetos com a arte, onde se da espaço a criatividade dos alunos. A arte esta viva também nas comunidades quilombolas, através da dança e da música.O evento tem como objetivo mostrar como isto dialóga com a vida de cada ser humano.













 Presença dos artistas José Darcy, Jonas Fernando e Waldir:




Trabalho desenvolvido pelo professor Marcelo, desenvolvido totalmente com materiais recicláveis:




Já no segundo dia de evento, os trabalhos iniciaram com uma ciranda de roda, no pátio da escola, instruído pela profª Clareth.




Logo após, retornando as mesas de debates, tivemos:
ETNOBOTÂNICA: OS SABERES QUILOMBOLAS E SENTIDOS IDENTITÁRIOS,
CULTURAIS E POLÍTICOS
PROFª. CLAUDEMIRA LOPES (IF - PARANÁ/PR)

TRANSFORMAÇÕES NA AGRICULTURA E IMPACTOS SOCIAIS:
ABÍLIO MAIWORM-WEIAND (GRADUANDO EM C. SOCIAIS/UFF)

AGROECOLOGIA: SABERES, PRÁTICAS E CONTRIBUIÇÕES DOS QUILOMBOS
LOURIVAL FIDÉLIS (DOUTORANDO UNICAMP)



     Encerrando as atividades desses dois primeiros dias de evento, a participação da Laura e da Clareth foi fundamental



A universidade Federal de Pelotas, colocando seus serviços a comunidade:





CORPOREIDADES E MUSICALIDADES NEGRAS COMO FATOR DE RESISTÊNCIA
PROFª. MARIA CLARETH REIS + LAURA SANTOS (C.Q. CAMPINHO DA INDEPENDÊNCIA)







quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Brasil, Panamá e Equador assumem compromisso de continuidade para o Quilombos das Américas

Resultados de pesquisas realizadas nos três países vão subsidiar o desenho de ações para o fortalecimento das comunidades afrorrurais na região

Brasil, Panamá e Equador assinaram ontem (07) uma Declaração de Intenções, visando à promoção de intercâmbios entre comunidades afrorrurais dos três países, através do Projeto Quilombos das Américas. O acordo foi firmado entre a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir-PR), a Secretaria Executiva da Etnia Negra da Presidência da República do Panamá (Seen) e a Corporação de Desenvolvimento Afro-Equatoriana da Presidência da República do Equador (Codae).

O documento foi consolidado durante a solenidade de abertura da I Oficina para Intercâmbio de Experiências e Pacto de Ações do Quilombos das Américas, cujo objetivo é promover a soberania alimentar e a ampliação do acesso aos direitos econômicos, sociais e culturais de comunidades afrorrurais nas Américas, buscando fomentar a construção de redes de cooperação insterinstitucional.

A oficina segue até sexta-feira (09), no auditório do Subsolo do Bloco A na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com o objetivo de compartilhar parte dos resultados obtidos em 47 dias de pesquisas de campo. A coleta foi feita entre os meses de outubro e dezembro deste ano, nas comunidades de Valle del Chota-Salinas e La Concepción, no Equador; Garachiné, em Darién, no Panamá, e Empata Viagem, em Maraú, na Bahia, Brasil. Por meio de metodologia específica, foram abordados aspectos sociais, econômicos, alimentares, institucionais, tecnológicos e culturais dos grupos visitados.

“Com esse trabalho de campo, feito com a contribuição fundamental das comunidades, esperamos ter desenhado os passos para a continuidade do projeto, que é inovador sobre vários aspectos”, afirmou a ministra da Seppir, Luiza Bairros. Em seguida, ela declarou a expectativa de colaboração das instituições para que o Quilombos das Américas ofereça condições às comunidades de formarem um pólo político na região. “A partir de janeiro, entraremos na vigência do Plano Plurianual 2012/2015, que tem um forte respaldo para a temática, e isso favorece o alcance das metas desse projeto para a afirmação das nossas comunidades afrorrurais”, completou a ministra.

Na opinião do secretário-executivo da Codae, José Chálá, quando se fala dos quilombos das Américas fala-se de uma grande família do continente. O gestor equatoriano referia-se à similaridades que marcam as comunidades afrodescendentes rurais da região. “O projeto representa o começo da reconstrução da história desses povos”, afirmou ainda Chálá. Já a representante da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq), Núbia de Souza, destacou a importância do envolvimento das mulheres e do seu empoderamento para a garantia dos avanços das políticas públicas.

O projeto
O Quilombos das Américas é uma iniciativa inspirada pelo Ano Internacional dos Afrodescendentes e coordenada pela Seppir/PR. A pesquisa de campo envolveu pesquisadores com formações acadêmicas distintas e diferentes nacionalidades. O estudo incluiu a abordagem de aspectos sociais, econômicos, alimentares, institucionais, tecnológicos e culturais de comunidades, cujas características históricas e do modo de viver são similares entre grupos rurais constituídos por afrodescendentes.

Participam do projeto a Seppir, a Embrapa, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a ONU Mulheres - Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres, e o Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia.
 
O projeto conta ainda com apoio da Conaq, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Codae, Seen, a Federação das Comunidades Negras de Carthi e Imbabura (Feconithi), no Equador, a Associação dos Quilombos da Região de Empata Viagem e a Alcadia de Tchpigana no Panamá.
 
Saiba mais sobre o Projeto no site: Quilombos das Américas..
 
Fonte: Seppir

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Autores negros terão edições eletrônicas de suas obras co-editadas

Obras do acervo da Biblioteca Nacional, escritas por autores afrodescendentes, serão co-editadas em formato eletrônico e para domínio púbico. A ação está prevista no acordo de cooperação assinado hoje (28) entre a Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura (FBN/MinC) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), visando a adesão da FBN à campanha Igualdade Racial é pra Valer. Além deste, vários outros projetos com o mesmo foco serão implementados pela instituição. Para cada iniciativa proposta, será assinado um termo de cooperação específico. O primeiro deles, firmado hoje, prevê a implantação em áreas habitadas por povos e comunidades tradicionais afro-brasileiros, de cinco Pontos de Leitura denominados 'Ancestralidade Africana no Brasil'. Este será o primeiro de uma rede, para a qual serão doados mais cinco acervos temáticos pela FBN. A Fundação se compromete com a oferta, a cada um dos grupos contemplados, de mais de 600 obras voltadas para o tema, além de material de informática e mobiliário.
Consolidada hoje, no Rio de Janeiro, a cooperação entre os dois órgãos prevê ainda o lançamento de editais para estudos e pesquisas ligados ao trabalho de homens e mulheres negros brasileiros. Outra meta do acordo é a divulgação da literatura de autores afro-brasileiros por meio de mostras, envio de livros para bibliotecas e ações de incentivo à leitura.
A solenidade de assinatura do acordo marcou as celebrações do Ano Internacional dos Afrodescendentes e o mês dedicado ao tema em função do 20 de Novembro - Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, por decreto da presidenta da República, Dilma Rousseff. Momento oportuno para as homenagens póstumas ao ativista, professor, escritor e poeta, Abdias Nascimento, e para o lançamento do livro "Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica", de Eduardo de Assis Duarte e Maria Nazareth Soares Fonseca.
Organizada em quatro volumes, a obra é composta por ensaios, referências biográficas e bibliográficas sobre 100 autores negros do Brasil Colônia até os dias atuais. Literatura e Afrodescendência, que foi desenvolvida com auxílio de 61 pesquisadores de 21 universidades brasileiras e seis estrangeiras, propõe uma reflexão acadêmica sobre o tema. Fizeram-se presentes ao lançamento os 20 escritores dos textos que compõem a publicação.

Igualdade Racial é pra Valer
Lançada neste Ano Internacional dos Afrodescendentes, instituído pelas Nações Unidas, a campanha da Seppir convoca a sociedade a incorporar o movimento pelo fim do racismo no Brasil. As parcerias são estabelecidas com órgãos do governo, com a iniciativa privada e a sociedade civil, fortalecendo a promoção da igualdade racial em diferentes segmentos.
Além da Biblioteca Nacional, a iniciativa já conta com a adesão de governos estaduais e municipais, da Caixa Econômica Federal, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; dos Ministérios da Saúde, Educação e da Justiça, através da Polícia Federal; da Petrobras, dos Correios, da Tempo Propaganda e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Os acordos de cooperação são construídos conforme a especificidade da atividade dos parceiros e incluem os planos de trabalho com atribuições das partes, metas e prazos para execução das ações. Os parceiros se comprometem com a divulgação da campanha, mas também com a formulação e implementação de ações afirmativas nos eu âmbito de atuação.
Oferta de cursos de capacitação, realização de censos e estudos, adoção de sistemas de cotas raciais, proposição de leis e de atividades que fortaleçam o reconhecimento da história e da cultura afro-brasileira, bem como da contribuição dos afrodescendentes para a formação da sociedade.
Fonte: Clipping SEPPIR

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Audiência Publica - Lei Nº 10.639/03: Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para ERER

Acontecerá no dia 23 de novembro de 2011 às 14:30 na Assembleia Legislativa de São Paulo uma Audiência Pública sobre a Lei Federal 10.639/03: Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Esta atividade é uma realização da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo e do Fórum de Educação e Diversidade Étnico Racial do Estado de São Paulo – FEDER/SP. 
LEI Nº 10.639/03: IMPLEMENTAÇÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA.

Dia: 23 de novembro de 2011

Hora: 14h30

Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Avenida Pedro Alvares Cabral, 201.

Auditório Teotônio Vilela – 1º Andar

Realização:

Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo

Fórum de Educação e Diversidade Étnico Racial do Estado de São Paulo – FEDER/SP